A depressão é diferente das oscilações habituais de humor. Um episódio depressivo envolve sintomas persistentes que podem comprometer relações, trabalho, estudos e atividades do dia a dia. A avaliação deve considerar duração, intensidade, prejuízo funcional e contexto individual.
Quais sintomas podem ocorrer?
- Humor deprimido, tristeza persistente, vazio ou irritabilidade.
- Redução importante do interesse ou prazer nas atividades.
- Cansaço e redução de energia.
- Dificuldade de concentração ou tomada de decisões.
- Alterações do sono.
- Mudanças de apetite ou peso.
- Sentimentos intensos de culpa, inutilidade ou desesperança.
A Organização Mundial da Saúde descreve episódios depressivos como períodos em que o humor deprimido ou a perda de interesse ocorre na maior parte do dia, quase todos os dias, por pelo menos duas semanas, acompanhado de outros sintomas. O diagnóstico, porém, depende de avaliação clínica e não apenas da contagem de sintomas.
Quando procurar ajuda?
É recomendável buscar avaliação quando os sintomas persistem, provocam sofrimento significativo ou começam a comprometer a vida profissional, social, familiar ou o autocuidado. A presença de pensamentos de morte ou suicídio exige avaliação imediata da segurança e do risco.
Como o tratamento é definido?
O tratamento depende da gravidade, características do quadro, histórico clínico, preferências e contexto. Pode envolver psicoterapia, intervenções psicossociais e, em determinados casos, medicamentos. O acompanhamento deve ser individualizado e reavaliado ao longo do tempo.
Qual o papel da consulta médica?
A consulta permite avaliar sintomas, antecedentes, medicamentos, condições clínicas associadas e fatores que possam contribuir para o quadro. Quando necessário, o médico pode coordenar o cuidado com outros profissionais ou encaminhar para avaliação especializada.